Cnetro de Aprendizado Visual: Feira de Ciências do IF Sudeste MG Revela Talentos
Na última quinta-feira, 9 de outubro, o Campus Santos Dumont do IF Sudeste MG acolheu a sétima edição da Feira de Ciências, um evento que evidenciou a criatividade e o empenho dos alunos de cursos técnicos da instituição. Aproximadamente 50 projetos provenientes de diversas áreas foram apresentados ao público, que incluiu não apenas os estudantes e servidores do Instituto, mas também visitantes de escolas municipais, como a Cel. Francisco Ferreira de Carvalho, Anita Soares Dulci e Professora Joana Cunha, de Santos Dumont.
A celebração de encerramento ocorreu no dia seguinte, 10 de outubro, em uma cerimônia no auditório do campus, onde os melhores projetos receberam merecidas premiações. O evento foi abrilhantado por apresentações musicais de estudantes e professores, tornando a atmosfera ainda mais alegre e contagiante. Os três primeiros lugares foram conquistados pelos projetos “Caixa de Areia Interativa: Ensinando Relevo com Tecnologia”, “Dança da Areia”, e “Protótipo de um Guindaste”. Além disso, menções honrosas foram concedidas aos projetos “Quimiofísica: Explorando a Vida Através da Ciência” e “Assédio e Discriminação: O que Não Se Vê”.
A professora Arturene Carmo, que presidiu a comissão organizadora da feira, expressou sua satisfação com os resultados: “Os estudantes superaram nossas expectativas em vários aspectos. É gratificante ver trabalhos diversificados com apoio de diferentes orientadores. A maioria dos projetos foi realizada com muito cuidado, o que gerou um feedback muito positivo da comunidade.” Essa afirmação demonstra o valor do esforço coletivo e o impacto do aprendizado na prática.
A diversidade dos trabalhos premiados reafirma a interdisciplinaridade, um dos pilares da educação moderna. O projeto vencedor, “Caixa de Areia Interativa”, contou com a colaboração de estudantes dos cursos de Guia de Turismo e Eletrotécnica. Os responsáveis, Alícia de Sá, Raquel Braz, e outros alunos, desenvolveram a proposta sob a orientação da professora Flávia Calvano, com apoio técnico de Johnatan Martins, cujas contribuições foram cruciais para o sucesso da iniciativa.
A ideia por trás da “Caixa de Areia” é proporcionar aos alunos uma experiência prática de aprendizado sobre mapas topográficos. Raquel explicou: “Utilizamos uma grande caixa de madeira, revestida internamente com lona e preenchida com areia peneirada. Um projetor e um sensor de movimento foram utilizados para detectar o relevo em tempo real, tornando o aprendizado mais interativo e estimulante.” Dessa forma, a absorção do conteúdo se torna uma experiência palpável e significativa.
O projeto não só surpreendeu os avaliadores, mas também será utilizado nas aulas de Geografia do IF Sudeste MG. A professora Flávia comentou com entusiasmo: “Sempre sonhei em ter uma caixa de areia para utilizar nas aulas. Os alunos tornaram meu sonho realidade e o desenvolvimento do projeto foi mais fácil graças ao suporte do professor Emerson Muniz, do Campus Juiz de Fora.”
Os alunos como Rafaella Nascimento destacaram a importância da vivência prática na aprendizagem. “Durante a apresentação, as pessoas interagiam com a areia e criavam seus próprios relevos, até mesmo dando nomes aos continentes que formavam. Foi uma experiência incrível, e acredito que todos apreciaram bastante.” A ideia de que o aprendizado pode ser divertido e prático foi um destaque durante todo o evento.
A versatilidade do projeto foi reconhecida por outros educadores que perceberam seu potencial de aplicação em diversas disciplinas. “Professores de Biologia e Guia de Turismo também se mostraram entusiasmados com a proposta, o que mostra que essa ferramenta pode ter um impacto muito mais amplo”, destacou Alícia.
Não é apenas o projeto que foi bem-sucedido; a colaboração entre os alunos foi fundamental para o desenvolvimento do trabalho. Arthur Pereira, um dos alunos envolvidos, enfatizou a importância do apoio que receberam. “A ajuda de nossos colegas foi essencial, especialmente na preparação da areia. Sem a dedicação do Johnatan, que ficou até tarde para nos auxiliar com a configuração do programa, não conseguiríamos chegar tão longe.”
A Feira de Ciências do IF Sudeste MG não apenas celebrou inovações educacionais, mas também reforçou a importância do coletivo e da colaboração entre alunos e professores. Um evento que, sem dúvida, ficará marcado na memória de todos os participantes e contribuirá para o fortalecimento da educação prática e inovadora nas próximas gerações.
Imagem Redação



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