Título: Presidente do México Defende País de Acusações dos EUA sobre Maduro
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fez uma declaração impactante nesta sexta-feira (8), assegurando que não existem evidências que conectem o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, ao cartel de Sinaloa. Essa afirmação claro provoca uma reflexão sobre as narrativas internacionais em meio a tensões geopolíticas.
Sheinbaum reage diretamente às recentes ações dos Estados Unidos, que aumentaram a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro de US$ 25 milhões para impressionantes US$ 50 milhões. Washington acusa o líder venezuelano de ser um dos principais narcotraficantes do mundo, alegando conexões com organizações criminosas mexicanas.
Indagada por repórteres sobre as alegações dos EUA, Sheinbaum destacou que era a primeira vez que ouvia sobre essas acusações. “Não há nenhuma investigação do lado mexicano relacionada a isso”, enfatizou a presidente, reafirmando a posição do país de não se deixar levar por especulações externas.
Ela desafiou as autoridades norte-americanas, pedindo que apresentassem provas concretas. “Se houverem evidências, que as apresentem. Nós não temos nenhuma prova”, insistiu, demonstrando uma postura firme em defesa da soberania mexicana.
A secretária de Justiça dos EUA, Pam Bondi, publicou um vídeo reiterando as acusações contra Maduro. Em sua fala, ela mencionou o envolvimento do líder venezuelano com organizações criminosas internacionais, como a facção venezuelana Tren de Aragua, com o intuito de introduzir drogas nos Estados Unidos.
Bondi também destacou que a DEA confiscou 30 toneladas de cocaína atribuídas a Maduro e seus aliados, além de ter apreendido mais de US$ 700 milhões em ativos relacionados a ele, incluindo jatos e veículos luxuosos. “Maduro não escapará da Justiça e responderá por seus crimes atrozes”, declarou Bondi, justificando o aumento da recompensa.
Essa abordagem provocou uma resposta imediata do regime de Maduro, com o chanceler Yván Gil chamando a recompensa de “cortina de fumaça ridícula” e uma tentativa de desviar a atenção dos problemas internos dos Estados Unidos.
As relações entre EUA e Venezuela se deterioraram desde o início do mandato de Trump, com Washington reivindicando em 2020 que Maduro estava envolvido em narcoterrorismo, oferecendo inicialmente US$ 15 milhões por informações sobre ele.
Por sua vez, Sheinbaum, que mantém uma alta popularidade no México, vem se destacando como uma líder astuta nas interações com a administração Trump, refletindo as preocupações da população mexicana, que expressou, em pesquisa recente, uma baixa confiança na liderança americana em questões internacionais.
Imagem Redação



Postar comentário