Secretária de Saúde de Cuiabá solicita negociação com servidores para prevenir greve na categoria

Acordo para Pagamento de Insalubridade em Cuiabá Ganha Urgência

A secretária de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, anunciou uma proposta de acordo visando os trabalhadores das unidades médicas do município, com o intuito de resolver a pendência sobre o pagamento do adicional de insalubridade para essas categorias. Em entrevista realizada na última sexta-feira (10), Carmona revelou que os representantes sindicais estão se articulando para solicitar uma extensão do prazo de negociação ao Ministério Público.

A secretária destacou que, durante as discussões, foi acordado que os sindicatos apresentarão um documento oficial pedindo essa dilação de prazo. A medida pretende evitar que os cortes no pagamento do adicional de insalubridade sejam implementados em outubro, adiando-os para novembro. “Para que possamos ter esse novo prazo e evitar cortes imediatos, é fundamental que essa documentação seja encaminhada ao Ministério Público,” ressaltou Carmona.

A boa notícia é que, segundo a secretária, o Ministério Público demonstrou uma postura favorável ao acordo proposto. A Prefeitura de Cuiabá já está se mobilizando para garantir a segurança jurídica do novo prazo, o que traz esperança para os servidores que, até agora, enfrentam incertezas sobre seus benefícios.

Recentemente, servidores da Saúde de Cuiabá ameaçaram entrar em greve no dia 15 do próximo mês, evidenciando a tensão no ambiente de trabalho e a necessidade urgente de diálogo eficaz entre os profissionais e a administração municipal. A Secretaria de Saúde está ciente de que a situação precisa ser regularizada antes do final do ano, a fim de evitar possíveis punições previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecido após intervenções do Governo do Estado na pasta.

“O próprio Ministério Público já sinalizou que nos concederá um prazo até o final do ano para a regularização completa do pagamento da insalubridade. É imprescindível que decidamos como será feita essa regularização e quem efetivamente terá direito aos percentuais adequados. Se não cumprirmos essa determinação, a execução do TAC será inevitável, e assumiremos a responsabilidade por improbidade administrativa,” afirmou Carmona, enfatizando a gravidade do cenário atual.

Neste momento, todos os profissionais de saúde recebem um adicional de 40%, calculado sobre o vencimento integral, mas a secretária esclareceu que, após as análises técnicas, somente os servidores que realmente estão expostos a condições insalubres deverão continuar a receber esse benefício. A nova estrutura de pagamento irá variar conforme o grau de risco, com porcentagens entre 10% a 40%.

Em uma declaração anterior, o prefeito Abilio Brunini (PL) comentou que as orientações para os cortes partiram do Ministério Público, mas que a administração está se preparando para compensações. Ele assegurou que uma atualização na lei do prêmio saúde seria promovida, com o objetivo de garantir que os servidores não enfrentem perdas salariais severas.

“O tratamento da insalubridade é uma obrigação que temos com o Ministério Público, e estamos empenhados em ajustar a legislação do Prêmio Saúde, aumentando os valores para que o impacto sobre os servidores seja minimizado,” disse Abilio, atendendo assim aos apelos dos trabalhadores da saúde.

A situação em Cuiabá é um alerta sobre como a gestão de recursos e os direitos dos trabalhadores devem ser tratados com a máxima atenção. A busca por soluções amigáveis e legais é fundamental para a manutenção da saúde e bem-estar da população, ao mesmo tempo em que se valida a dignidade dos profissionais que atuam nas unidades de saúde.

Serão fundamentais as próximas etapas do processo, que, se não seguidas corretamente, poderão levar a um cenário complexo e potencialmente caótico para a saúde pública de Cuiabá. As esperanças estão depositadas na capacidade de diálogo entre o governo e os sindicatos a fim de evitar uma greve que promete impactar ainda mais a já delicada situação da saúde na cidade.

É urgente que todos os envolvidos compreendam a gravidade do que está em jogo: o bem-estar de profissionais essenciais e, por extensão, o cuidado da população cuiabanense.

Imagem Redação

Abilenio Sued

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