Proposta de Emenda à Constituição Visa Impedir Progressão de Regime para Integrantes de Fações Criminosas

PEC da Segurança: Mudanças Estruturais na Legislação Brasileira

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, atualmente em debate na Câmara dos Deputados, poderá transformar substancialmente o panorama da segurança pública no Brasil. Sob relatoria do deputado Mendonça Filho, do União Brasil, a proposta visa impedir a progressão de regime penal para indivíduos ligados a facções criminosas que estejam cumprindo pena. Essa iniciativa surge em um contexto em que a sociedade clama por medidas mais rigorosas no combate à criminalidade organizada.

Mendonça Filho ressaltou que, além de endurecer as regras para a progressão penal, a proposta busca estabelecer critérios mais claros sobre o funcionamento do sistema penitenciário brasileiro. A intenção é promover uma resposta mais efetiva à complexa dinâmica da criminalidade no país. Isso reflete uma necessidade emergente de reformulação nas normas que regem a atuação das autoridades de segurança.

A PEC 18/25, elaborada pelo governo federal, foca em reconfigurar a estrutura de segurança pública. Um dos seus principais objetivos é fortalecer a integração e a coordenação entre os diferentes níveis de governo e aparelhos de segurança, criando um ambiente mais eficaz para o combate à criminalidade. Essa proposta é um passo significativo em direção a um sistema que funcione de maneira mais coesa e eficiente.

O esboço da proposta se fundamenta em três eixos principais. O primeiro deles visa tornar constitucional o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que hoje opera com base em leis ordinárias. Em segundo lugar, procura ampliar as competências de órgãos como a Polícia Federal, ajustando suas atribuições para lidar com as crescentes demandas de segurança. Por fim, a proposta privilegia o fortalecimento da atuação da União no planejamento e na coordenação das ações de segurança pública em todo o território nacional.

Uma das inovações trazidas pela proposta é a inclusão das guardas municipais no rol dos órgãos de segurança pública, permitindo que elas possam exercer patrulhamento ostensivo e comunitário. Tal possibilidade, no entanto, estará sujeita ao controle externo do Ministério Público, fortalecendo a supervisão em relação a essas atividades.

Quanto à Polícia Rodoviária Federal (PRF), a proposta mantém seu nome e assegura a ampliação de suas atribuições, agora também para a fiscalização de hidrovias e ferrovias. Isso representa um avanço na abordagem das questões de segurança em diferentes modalidades de transporte, almejando uma cobertura mais abrangente.

O deputado Mendonça Filho ainda afirmou que será necessário realizar ajustes no texto relacionado à Polícia Federal. O objetivo é evitar interpretações que possam restringir a apuração de organizações criminosas apenas a essa instituição, garantindo uma atuação mais diversificada na luta contra o crime organizado.

Por fim, a PEC 18/25 atribui à União a responsabilidade de estabelecer políticas e planos nacionais de segurança pública e defesa social. Além disso, o texto conferirá à União um papel central na coordenação do Susp e do sistema penitenciário, bem como a competência exclusiva para legislar sobre normas gerais que regem a segurança pública, a defesa social e o sistema penitenciário.

A urgência e a relevância dessa proposta são inegáveis, especialmente em um cenário em que a segurança pública é uma das principais preocupações da população brasileira. A PEC da Segurança poderá não apenas endurecer as leis, mas também reconfigurar a forma como o Brasil enfrenta a criminalidade, criando um ambiente mais seguro para todos os cidadãos. A sociedade aguarda ansiosa pelos desdobramentos dessa discussão.

Imagem Redação

Abilenio Sued

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