Nobel de Economia 2025 Reconhece a ‘Destruição Criativa’ como Motor de Inovação e Desenvolvimento

A Destruição Criativa e o Novo Nobel de Economia: Inovação como Motor do Crescimento

Em meio aos horrores da Segunda Guerra Mundial, um influente economista austríaco, Joseph Schumpeter, apresentou ao mundo seu livro “Capitalismo, Socialismo e Democracia” em 1942. Nesta obra seminal, Schumpeter introduziu o conceito de “destruição criativa”, um processo onde inovações surgem, substituindo produtos e empresas mais antigos no mercado. Essa teoria permanece relevante, despertando debates acalorados sobre como a inovação molda nossas economias.

Na manhã de ontem, o termo “destruição criativa” voltou a ser tema de discussão após a divulgação dos laureados com o Prêmio Nobel de Economia. O francês Philippe Aghion e o canadense Peter Howitt, ao se inspirarem nas ideias de Schumpeter, reavivaram o debate sobre a inovação como propulsora do crescimento econômico. Além disso, a pesquisa dos dois economistas aponta que novas ideias são fundamentais para garantir um progresso contínuo, essencial para a sobrevivência das economias modernas.

Aghion e Howitt se uniram em 1992 para desenvolver um modelo matemático sobre a destruição criativa. Com suas pesquisas, eles evidenciaram que a inovação possui um caráter inovador, mas, ao mesmo tempo, exerce uma influência destrutiva nas empresas que não conseguem acompanhar o avanço tecnológico. Esse ciclo é inevitável: produtos novos e inovadores rapidamente se tornam dominantes, levando à obsolescência aqueles que não se adaptam às mudanças.

John Hassler, presidente do Comitê do Prêmio em Ciências Econômicas, ressalta a relevância das descobertas de Aghion e Howitt, advertindo que o crescimento econômico não deve ser encarado como uma certeza. “Precisamos manter vivos os mecanismos que promovem a destruição criativa, ou corremos o risco de regressar à estagnação”, afirma ele, destacando a urgência em se atentar a esses processos inovadores.

Além dos laureados, o economista holandês Joel Mokyr também foi premiado por seus estudos sobre os pré-requisitos para o crescimento sustentável impulsionado pelo progresso tecnológico. Com uma revisão histórica, Mokyr busca compreender por que as inovações estão ocorrendo em um ritmo muito mais acelerado do que há dois séculos. Para ele, a chave não está apenas na existência de novas tecnologias, mas na capacidade da sociedade de acolher e facilitar mudanças significativas.

O impacto da inovação é um tema que ressoa fortemente no atual cenário econômico. Segundo César Bergo, professor de Economia da Universidade de Brasília (UnB), a concessão do prêmio é um indicativo do avanço no debate sobre ESG (Environmental, Social and Governance). “Após a discussão sobre ESG, é necessário incorporar a letra ‘I’ de inovação. Esta tendência global de valorização da inovação confirma que investimentos em tecnologia são cruciais para a melhoria das condições econômicas”, explana o professor, enfatizando a importância da inovação em tempos desafiadores.

William Baghdassarian, professor de Economia do Ibmec-DF, ilustra a destruição criativa comparando-a a investimentos públicos em infraestrutura, como rodovias. Se o Brasil alocasse 15% do PIB apenas para construir novas estradas, o crescimento se tornaria estagnado, uma vez que os recursos teriam que ser redirecionados para manutenção. Ele argumenta que, para um crescimento sustentável duradouro, é essencial otimizar recursos e investir em tecnologias que multipliquem a produção.

“Continuar crescendo de forma sustentável demanda estratégias que façam mais com o mesmo montante de dinheiro. O debate sobre inovação é vital no contexto atual, permitindo que os países aumentem sua produtividade e adaptem-se aos desafios do futuro”, conclui Baghdassarian, reforçando a necessidade urgente de inovação no cenário econômico global.

Em um mundo em constante mudança, a destruição criativa e a inovação emergem como pilares fundamentais para o crescimento econômico. Os Prêmios Nobel de Economia deste ano não apenas celebram contribuições significativas na área, mas também nos convocam a refletir sobre como podemos abraçar a mudança em prol de um futuro mais próspero e sustentável.


Imagem: Redação

Abilenio Sued

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