Incrível fenômeno cósmico: buraco negro devora estrela a 450 milhões de anos-luz!
O Telescópio Espacial Hubble e o Observatório de Raios X Chandra, ambos sob a batuta da Agência Espacial Americana, a Nasa, realizaram uma captura impressionante! Foi registrado o exato momento em que um buraco negro de classe massa intermediária (BMIs), com uma massa algumas centenas de vezes maior que a do Sol, devorou uma estrela nos arredores da galáxia NGC 6099.
Essa observação é um evento raro e notável! A Nasa esclarece que buracos negros dessa categoria, que não são nem gigantescos nem pequenos, muitas vezes passam despercebidos, já que não consomem grandes quantidades de gás e estrelas como os supermassivos.
“Para serem encontrados, eles precisam ser apanhados quando em busca de alimento. Quando devoram uma estrela — no que os astrônomos chamam de evento de perturbação de maré —, eles emitem um poderoso jorro de radiação”, comenta a Nasa em seu comunicado sobre essa fascinante descoberta.
Localizado a cerca de 450 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Hércules, o fenômeno ocorreu a 40.000 anos-luz do núcleo da galáxia, trazendo à tona os mistérios do cosmos!
O Instituto de Ciência do Telescópio Espacial disponibilizou uma simulação impactante desse evento, demonstrando o buraco negro em ação (assista ao vídeo acima)!
“Este vídeo ilustra um buraco negro de massa intermediária capturando e destruindo uma estrela sob seu poder gravitacional. Começando com um zoom em um par de galáxias, a NGC 6099 aparece no canto inferior esquerdo, revelando um denso aglomerado estelar. O vídeo se aproxima do coração desse aglomerado, onde uma estrela se aproxima do buraco negro e é tragicamente dilacerada em uma explosão de radiação”, descreve a legenda do emocionante vídeo.
A captura desse fenômeno se transformou em um estudo publicado no Astrophysical Journal, divulgado pela Nasa no fim do mês passado.
De acordo com o principal autor da pesquisa, Yi-Chi Chang, da Universidade Nacional Tsing Hua em Hsinchu (Taiwan), essa descoberta é crucial para entender a evolução e formação dos buracos negros, especialmente os supermassivos, que são bilhões de vezes mais massivos que o Sol.
“Fontes de raios X com tamanha luminosidade são raras fora dos núcleos das galáxias e podem ser fundamentais para identificar os elusivos buracos negros de massa intermediária (IMBHs). Representam uma peça-chave na evolução dos buracos negros, conectando os de massa estelar e os supermassivos”, afirma Yi-Chi Chang.
A Nasa apresenta duas teorias intrigantes sobre a formação de buracos negros maiores:
- Teoria 1: Os IMBHs podem aglutinar-se e se tornarem uma “semente” para a criação de buracos negros. Observações do Hubble revelaram que, quanto mais massiva a galáxia, maior o buraco negro. Essa nova descoberta sugere que galáxias podem ter “IMBHs satélites” orbitando em seu halo, mas nem sempre se aproximam do centro.
- Teoria 2: Nuvens de gás nos halos de matéria escura no universo primordial podem colapsar diretamente em um buraco negro supermassivo, sem formar estrelas antes. A recente descoberta do Telescópio Espacial James Webb, que identificou buracos negros muito distantes, reforça esta teoria.
“Se tivermos sorte, poderemos descobrir mais buracos negros clandestinos se tornando intensos em raios X devido a eventos de perturbação de maré. Um estudo estatístico poderá nos revelar quantos desses buracos negros estão a vagar, com que frequência perturbam estrelas, e como as galáxias maiores se desenvolvem ao interagirem com as menores”, conclui Soria.
Imagem Redação
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