Congresso Brasileiro de Agroecologia Aborda Temas de Territórios, Soberania Alimentar e Ciência na Bahia

Congresso Brasileiro de Agroecologia Reúne Mais de 3 Mil Participantes em Juazeiro (BA)

A cidade de Juazeiro, na Bahia, se torna o epicentro das discussões sobre agroecologia a partir da próxima quarta-feira, dia 15, com a realização da 13ª edição do Congresso Brasileiro de Agroecologia. Com a participação de mais de 3 mil pessoas de todos os estados do Brasil, o evento promete ser um marco importante na busca por soluções sustentáveis e justas para a agricultura nacional. O tema central, “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”, reflete a urgência das questões de territorialidade e o enfrentamento de eventos climáticos extremos.

Um dos destaques do congresso será o lançamento de um mapeamento inovador sobre as iniciativas agroecológicas, que demonstram como estas práticas estão respondendo às mudanças climáticas e reestruturando sistemas alimentares em diferentes regiões do país. Este estudo, realizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) em parceria com a Fiocruz e outras instituições, envolveu uma análise abrangente de 503 experiências em 307 municípios e mobilizou mais de 20 mil pessoas, incluindo agricultores, camponeses, educadores e comunidades indígenas.

A pesquisadora da Fiocruz e da ANA, Helena Lopes, enfatiza a relevância dos dados coletados, que mostram que o sistema alimentar brasileiro é responsável por mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa. “Não adianta focar nas mudanças climáticas sem considerar o que ocorre no nosso sistema alimentar”, alerta Helena. Os dados apontam, alarmantemente, uma queda de 56,3% na produção das experiências estudadas e uma perda de 48,1% dos alimentos.

A programação do congresso inclui também o 7º Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores, promovido pela Articulação do Semiárido (ASA) em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Roselita Victor, da coordenação executiva da ASA, destaca a confluência de saberes no evento. “Não há um saber que se sobreponha a outro. O conhecimento prático de quem vive a agroecologia é tão valioso quanto o conhecimento acadêmico”, pontua Roselita, reafirmando que agricultores e agricultoras também atuam como pesquisadores em suas comunidades.

Na sexta-feira, dia 17, o congresso se volta para a discussão das ações dos chamados “guardiões de sementes”. Os participantes debaterão estratégias de resgate, conservação e comercialização de sementes crioulas, com ênfase na preservação do milho crioulo, que enfrenta ameaças devido à expansão de lavouras transgênicas. Rafaela Barros, do Programa Agrobiodiversidade do Semiárido, salienta que o papel dos guardiões de sementes é fundamental: “A semente crioula representa uma inovação que fundamenta a agricultura”.

Durante todo o evento, uma série de painéis temáticos irá abordar temas cruciais como soberania e segurança alimentar, redes de conhecimento para a resiliência dos territórios, além de políticas públicas e avanços em ciência e tecnologia voltados à agroecologia. O congresso se estenderá até sexta-feira, dia 18, no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro, e se configura como uma plataforma essencial para a troca de experiências e fortalecimento de iniciativas em benefício do meio ambiente e das comunidades.

Imagem Redação

Abilenio Sued

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